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Doença celíaca e sensibilidade ao glúten não celíaco

Apesar de ter se tornado vilão nas dietas da moda, o glúten não causa nenhum problema para grande maioria da população que o consome. Entretanto, para celíacos e portadores de outras patologias relacionadas a ele, não é nada inofensivo.

O glúten é um tipo de proteína que pode ser encontrada nos cereais como trigo, centeio, malte ou cevada (também pode estar presente na aveia por contaminação cruzada) e que ajuda os alimentos a manter sua forma, atuando como uma espécie de cola, que garante uma maior flexibilidade e uma textura particular, dando a famosa “liga”.


Apesar de ter se tornado vilão nas dietas da moda, o glúten não causa nenhum problema para grande maioria da população que o consome.


Entretanto, para celíacos e portadores de outras patologias relacionadas a ele, não é nada inofensivo, causando vários problemas gastrointestinais, de pele, anemia, depressão e até danos neurológicos.


Já vimos que o assunto é sério, por isso a importância de entender melhor sobre ele!


Doença Celíaca


É uma doença autoimune, ou seja, o próprio sistema imunológico do corpo ataca células saudáveis, causando um processo inflamatório. Se o indivíduo que tem a condição ingere o glúten, quando o nutriente chega ao intestino delgado, o corpo libera anticorpos que atacam a parede do órgão.


A ingestão de alimentos com glúten provoca uma reação imunológica anormal no intestino delgado, gerando uma inflamação crônica que causa a má absorção de nutrientes, resultando em desnutrição e desequilíbrio da saúde.


Esse ataque ao organismo pode causar vários problemas gastrointestinais, deficiência na absorção de nutrientes, afetando os ossos, a pele, o sangue e até mesmo o cérebro.


Estima-se que 1% da população mundial é acometida por essa doença, no Brasil acredita-se que 1 a cada 600 brasileiros seja celíaco, mas suspeita-se que o número pequeno de diagnóstico ocorra pela grande variedade de sintomas.


Ainda não há cura para a doença celíaca. Portanto, o tratamento consiste em retirar totalmente da dieta os alimentos que contenham glúten, responsável por desencadear a inflamação.


É sabido também que os celíacos apresentam reação a menor quantidade de glúten, por isso é muito importante ficar atento para que não haja contaminação cruzada tanto na fabricação como na hora de consumir os alimentos.


Outros produtos não ligados à alimentação também podem conter glúten e também devem ser evitados, como xampus, maquiagens, etc.


Sensibilidade ao glúten não celíaca


É uma forma de intolerância ao glúten após a exclusão da doença celíaca e da alergia ao trigo.


Diferentemente da doença celíaca, a sensibilidade ao glúten não tem base genética e se define como as alterações gastrointestinais causadas pelo glúten, mas sem a relação com alguma resposta imunológica, sem distúrbios nutricionais associados e sem alterações de anticorpos ligados a ingestão desta proteína. 


É por esse motivo que o diagnóstico da sensibilidade é o mais difícil, totalmente clínico sendo feito por tentativa e erro.


Os sintomas podem ser parecidos com os que apresentam os celíacos, tais como: dores no estômago e inchaço, náuseas, diarreia, distensão abdominal, dores no abdômen, anemia, depressão, constipação, enxaqueca, confusão mental e dores nas articulações e nos músculos. Eles variam muito de pessoa para pessoa.


Tem crescido cada vez mais no mundo o número de pessoas acometidas por esse tipo de intolerância.


Ainda não se sabe ao certo a quantidade de glúten que o organismo de uma pessoa sensível pode suportar, por isso o tratamento, assim como na doença celíaca, consiste na retirada total de alimentos que possuem glúten.


A boa notícia é que o glúten não é essencial à alimentação humana e pode ser substituído sem danos.


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